Gai Valeri Catulli Veronensis Liber 1, 42

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Gai Valeri Catulli Veronensis Liber 1, 42

Mensagem por Elpídio Mário D Fonseca em Seg Jul 30, 2018 7:22 pm

XLII. ad hendecasyllabos
Adeste, hendecasyllabi, quot estis
omnes undique, quotquot estis omnes.
iocum me putat esse moecha turpis,
et negat mihi nostra reddituram
pugillaria, si pati potestis.
persequamur eam et reflagitemus.
quae sit, quaeritis? illa, quam videtis
turpe incedere, mimice ac moleste
ridentem
catuli ore Gallicani.
circumsistite eam, et reflagitate,
'moecha putida, redde codicillos,
redde putida moecha, codicillos!'
non assis facis? o lutum, lupanar,
aut si perditius potes quid esse.
sed non est tamen hoc satis putandum.
quod si non aliud potest ruborem
ferreo canis exprimamus ore.
conclamate iterum altiore voce.
'moecha putide, redde codicillos,
redde, putida moecha, codicillos!'
sed nil proficimus, nihil movetur.
mutanda est ratio modusque vobis,
siquid proficere amplius potestis:
'pudica et proba, redde codicillos.'

 
 
Adsum, es, desse, adfui,. Estar presente; defender.
Undique, adv. De todas as partes.
Quot, Qunatos. Quotquot: todos quantos.
Iocus, i, s.m. Gracejo; graça.  
Moecha, ae, s.f. Mulher adúlera.
Pugilaria, ium, s.n.pl. Tabuinhas para escrever.
Persequor, eris, sequi, secutus sum, perseguir, ir à cata, procurar.
Reflagito, , as, are, v. tr. Pedir com insistência (Catul. 42, 6)
Incedo, is, ere, cessi, cessum, avançar, caminhar para.
Mimice, ava. À maneira dos mimos, como comediante (Catul. 42, Cool.
Moleste, adv. De modo chocante, desagradável (Catul, 42, Cool.
Circumsisto, is, ere, steti, Cercar.
Putidus, a, um, adj. Fétido.
As, assis, s.m. Asse, pequeno valor.
Lutum, i, s.n. Lama, torpeza.
Lupanar, aris, s.n. Lupanar.
Perditus, a, um, adj. Depravado.
Codicilli, orum, s.m, pl. Tabuinhas de escrever.
Tamen, adv. Contudo.
Proficio, is, ere, feci, fectum, v. intr. Fazer progressos; avançar.
Siquid,  se alguma coisa.
 
 
 
XLII. Aos hendecassílabos
Defendei-me, hendecassílabos, todos quantos
por toda a parte, todos quantos sois.
uma torpe adúltera pensa que brinco
e nega-se a devolver-me as tabuinhas
de escrever, se podeis suportá-lo.
persigamo-la e peçamos com insistência.
qual é, perguntais? Aquela que vedes
avançar torpe, com boca risonha de comediante e desagradável como um cão gálico.
cercai-a, e pedi com insistência,
‘adúltera fétida, devolve as tabuinhas de escrever,
devolve, adúltera fétida, as tabuinhas de escrever!’
não ganhas um asse? Ó imundície, lupanar,
ou se podes ser mais depravado o que há.
mas não é suficiente, contudo, que se pense isto.
o que se não pode outra coisa, exprimamos
o rubor na boca férrea do cão.
conclamai de novo em voz alta.
‘adúltera fétida, devolve as tabuinhas de escrever,
devolve, adúltera fétida, as tabuinhas.
mas nada avançamos, nada se move.
deve-se mudar a razão e o modo para vós,
se podeis avançar mais:
‘pudica e proba, devolve as tabuinhas.’
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Elpídio Mário D Fonseca

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